Neurodesenvolvimento e Tecnologia

Tecnologia com propósito.

Recursos tecnológicos podem ampliar as informações disponíveis para o acompanhamento e integrar estratégias específicas ao plano individualizado, quando houver indicação e objetivos claramente definidos.

Tecnologia a serviço do cuidado

O recurso não substitui o olhar profissional.

No Espaço Montessoriano, a tecnologia é compreendida como uma ferramenta complementar. Sua utilização depende da demanda, dos objetivos estabelecidos, da análise profissional e das características individuais de cada criança ou adolescente.


Nenhum equipamento, protocolo ou resultado isolado deve definir, sozinho, a compreensão de um caso.

Ciência, contexto e individualização.

A decisão de utilizar um recurso tecnológico deve estar vinculada a uma finalidade específica e ser integrada às demais informações relevantes para o acompanhamento.

Recursos disponíveis

Diferentes tecnologias. Diferentes finalidades.

Conheça alguns dos recursos que podem fazer parte do processo quando houver indicação.

01

qEEG

O eletroencefalograma quantitativo, conhecido como qEEG, permite registrar e analisar quantitativamente características da atividade elétrica cerebral.

Seu uso pode contribuir para:

  • obtenção de informações complementares;
  • análise de padrões de atividade elétrica cerebral;
  • planejamento de estratégias quando pertinente;
  • acompanhamento dentro de objetivos previamente definidos.

O qEEG é um recurso complementar e não deve ser interpretado isoladamente como diagnóstico de uma condição ou transtorno.

02

Neurofeedback

O Neurofeedback é uma modalidade de treinamento baseada no fornecimento de feedback sobre sinais relacionados à atividade cerebral durante uma tarefa.

Quando indicado, o processo envolve:

  • definição de objetivos individualizados;
  • sessões estruturadas de treinamento;
  • monitoramento da resposta ao processo;
  • reavaliação periódica dos objetivos;
  • integração com outras estratégias quando pertinente.

A indicação e o planejamento dependem das características e necessidades de cada caso.

03

HEG

A hemoencefalografia, ou HEG, pode ser utilizada em protocolos de treinamento que fornecem feedback relacionado a sinais hemodinâmicos de regiões monitoradas durante a atividade.

O planejamento considera:

  • objetivos definidos para o acompanhamento;
  • características individuais;
  • tolerância e participação durante as sessões;
  • monitoramento da evolução;
  • necessidade de ajustes ao longo do processo.

Assim como outros recursos, o HEG não substitui a avaliação clínica e o acompanhamento profissional.

04

tDCS

A estimulação transcraniana por corrente contínua, conhecida pela sigla tDCS, é uma técnica de neuromodulação não invasiva que utiliza corrente elétrica contínua de baixa intensidade.

Quando considerada, sua utilização requer:

  • indicação individualizada;
  • objetivos definidos;
  • avaliação de adequação ao caso;
  • protocolo compatível com a finalidade proposta;
  • acompanhamento por profissional habilitado;
  • monitoramento durante o processo.

A utilização deve respeitar critérios profissionais, técnicos e de segurança aplicáveis ao caso.

Compreender a diferença

Mapear e intervir não são a mesma coisa.

Cada recurso possui uma finalidade própria. Diferenciar avaliação, registro, treinamento e neuromodulação é essencial para uma comunicação responsável com as famílias.

qEEG: registro e análise

O qEEG registra informações relacionadas à atividade elétrica cerebral e permite sua análise quantitativa. Ele pode fornecer dados complementares, mas não constitui, isoladamente, uma intervenção terapêutica ou um diagnóstico.

Neurofeedback, HEG e tDCS

São recursos com finalidades distintas que podem ser considerados em contextos específicos. A escolha depende dos objetivos, da indicação profissional e da análise individual do caso.

Como definimos o uso

Tecnologia não começa pelo equipamento.

O ponto de partida é compreender a necessidade e definir o objetivo do acompanhamento.

1

Compreender

Analisamos a demanda, a história e as necessidades atuais.

2

Definir objetivos

Identificamos quais objetivos são relevantes e mensuráveis para o acompanhamento.

3

Selecionar

Quando pertinente, selecionamos o recurso compatível com a finalidade definida.

4

Monitorar

Acompanhamos o processo e reavaliamos a continuidade e os objetivos quando necessário.

Uso responsável

A tecnologia faz parte de um processo maior.

Recursos tecnológicos não substituem a escuta, a avaliação, a observação do desenvolvimento, a compreensão do contexto nem a participação da família e da escola quando pertinente.


Também não devem ser apresentados como garantia de resultado. A resposta a qualquer intervenção pode variar entre indivíduos.

Indicação antes de aplicação.

Nem toda criança ou adolescente necessita de recursos de neuromodulação ou treinamento.

A pertinência de cada procedimento deve ser analisada individualmente, considerando objetivos, contexto, benefícios esperados, limitações e cuidados aplicáveis.

Neurodesenvolvimento e Tecnologia

Quer entender se algum desses recursos é pertinente?

Entre em contato para apresentar a demanda. A orientação sobre os próximos passos depende da análise individual de cada caso.

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