Avaliações

Avaliar não é apenas medir.
É compreender.

Uma avaliação cuidadosa ajuda a compreender como a criança ou o adolescente aprende, se comunica, organiza informações, responde às demandas e utiliza seus recursos em diferentes contextos.

Compreensão individual

Antes de definir caminhos, precisamos compreender o perfil.

A avaliação não se resume à aplicação de instrumentos. Ela integra história de desenvolvimento, informações da família, contexto escolar, observação clínica, desempenho nas tarefas e resultados obtidos por meio dos procedimentos pertinentes a cada avaliação.


O objetivo é reunir informações relevantes para compreender potencialidades, dificuldades e necessidades e, a partir delas, orientar os próximos passos.

Um retrato integrado, não apenas um resultado.

Resultados precisam ser interpretados dentro do contexto de cada criança ou adolescente. Por isso, diferentes fontes de informação são consideradas ao longo do processo.

Modalidades de avaliação

Diferentes perguntas exigem diferentes olhares.

A modalidade de avaliação é definida de acordo com a demanda apresentada e com os objetivos do processo.

01

Avaliação Neuropsicológica

Investiga diferentes funções cognitivas e sua relação com o comportamento, a aprendizagem e o funcionamento cotidiano, considerando a idade e a demanda apresentada.

Conforme o caso, pode investigar:

  • atenção;
  • memória;
  • funções executivas;
  • linguagem;
  • habilidades visuoespaciais;
  • raciocínio e resolução de problemas;
  • aprendizagem;
  • aspectos emocionais e comportamentais pertinentes à avaliação.
02

Avaliação Psicopedagógica

Busca compreender o processo de aprendizagem, identificando recursos já consolidados, dificuldades acadêmicas e estratégias utilizadas diante das tarefas.

O processo pode contemplar:

  • leitura;
  • compreensão textual;
  • escrita e ortografia;
  • alfabetização;
  • raciocínio matemático;
  • estratégias de aprendizagem;
  • organização e autonomia acadêmica;
  • funções executivas relacionadas ao estudo.
03

Avaliação de Linguagem e Aprendizagem

Investiga habilidades relacionadas à linguagem oral e escrita e sua participação nos processos de comunicação e aprendizagem.

Conforme a demanda, pode envolver:

  • compreensão da linguagem;
  • expressão oral;
  • vocabulário;
  • organização linguística;
  • consciência fonológica;
  • leitura;
  • escrita;
  • habilidades linguísticas relacionadas à aprendizagem.
04

Avaliação do Desenvolvimento

Considera diferentes aspectos do desenvolvimento da criança ou adolescente, de acordo com a idade, a história e as questões que motivaram a procura.

A análise pode considerar:

  • comunicação;
  • aprendizagem;
  • autonomia;
  • interação e participação social;
  • aspectos motores;
  • comportamento;
  • rotina familiar e escolar;
  • habilidades funcionais relevantes para o caso.
Como acontece

Avaliação é um processo.

As etapas podem variar conforme a modalidade e a necessidade de cada caso, mas o processo busca integrar informações de diferentes fontes.

1

Entrevista

Compreensão da demanda, história de desenvolvimento, rotina, aprendizagem e principais preocupações.

2

Planejamento

Definição dos procedimentos e instrumentos adequados aos objetivos da avaliação.

3

Avaliação

Realização das sessões, observações e procedimentos pertinentes à modalidade escolhida.

4

Integração

Análise conjunta das informações obtidas ao longo de todo o processo.

5

Devolutiva

Apresentação dos principais achados de forma compreensível e contextualizada.

6

Orientações

Discussão dos próximos passos e das recomendações pertinentes às necessidades identificadas.

Recurso complementar

Mapeamento por qEEG.

Quando houver indicação, o qEEG pode ser utilizado como recurso complementar para registrar e analisar quantitativamente características da atividade elétrica cerebral.


Essas informações precisam ser interpretadas dentro do contexto clínico e em conjunto com outras fontes de informação pertinentes ao caso.

Um recurso complementar, não um diagnóstico isolado.

O qEEG não deve ser interpretado de forma isolada como confirmação de um transtorno ou condição.

Sua utilização depende da finalidade do procedimento, da indicação e da integração dos dados com a avaliação realizada pelos profissionais responsáveis.

Depois da avaliação

Compreender para planejar.

A avaliação ganha sentido quando as informações obtidas ajudam a orientar decisões e estratégias compatíveis com as necessidades reais da criança ou adolescente.


Conforme o caso, as orientações podem dialogar com família, escola e profissionais envolvidos no acompanhamento.

O resultado não encerra o processo.

A partir da compreensão do perfil, podem ser discutidos objetivos, estratégias de intervenção, adaptações, acompanhamento e encaminhamentos pertinentes.

Avaliações

Tem dúvidas sobre qual avaliação é indicada?

O primeiro contato permite compreender melhor a demanda e orientar a família sobre os próximos passos.

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